Descarte de Resíduos Hospitalares : Riscos e Como Fazer

Regras para coleta e descarte de lixo hospitalar

Hospital é um lugar para o tratamento de pessoas doentes, mas até pouco tempo as pessoas não tinham consciência sobre os efeitos adversos que os resíduos hospitalares podem causar aos seres humanos e meio ambiente. Resíduos hospitalares descartados de forma incorreta podem levar ao aumento de doenças como a hepatite B e HIV, aumento a poluição da terra e da água. A poluição do ar devido à emissão de gases perigosos como furano, dioxina, ácido clorídrico etc. Isso têm obrigado as autoridades a pensar seriamente sobre como fazer o descarte dos resíduos hospitalares de uma forma mais eficiente.

O problema do descarte incorreto dos resíduos hospitalares levou a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a estabelecer regras nacionais sobre acondicionamento e tratamento do lixo hospitalar gerado – da origem ao destino (aterramento, radiação e incineração).
Um hospital é um sistema complexo, multidisciplinar que consome milhares de produtos diferentes em exames e tratamento de pessoas doentes. Os resíduos hospitalares referem-se a todos os resíduos gerados, descartado e que não se destina para uso posterior no hospital.

Classificação dos resíduos hospitalares

– Grupo A (potencialmente infectantes) – resíduos que contêm agentes patogênicos em concentração ou quantidade que poderia causar doenças. É por exemplo perigosos cultura e estoques de agentes infecciosos de laboratórios, de resíduos de uma cirurgia, os resíduos provenientes de pacientes infecciosas, bolsas de sangue contaminado, etc.

– Grupo B (químicos) – que contenham substâncias químicas capazes de causar risco à saúde ou ao meio ambiente, independente de suas características inflamáveis, de corrosividade, reatividade e toxicidade. Por exemplo, medicamentos para tratamento de câncer, reagentes para laboratório e substâncias para revelação de filmes de Raio-X.

– Grupo C (rejeitos radioativos) – materiais que contenham radioatividade em carga acima do padrão e que não possam ser reutilizados, como exames de medicina nuclear; resíduos gerados a partir de análise in vitro de tecidos do corpo e fluidos, em procedimentos de localização de tumores e terapêuticos.

– Grupo D (resíduos comuns) – qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou possa provocar acidentes, como gesso, luvas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis;

– Grupo E (perfurocortantes) – objetos e instrumentos que possam furar ou cortar, como lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro.

Embora o tratamento e descarte de resíduos hospitalares reduz os riscos, riscos indiretos para a saúde podem ocorrer através da liberação de poluentes tóxicos no ambiente através do descarte feito de forma incorreta.

Os aterros podem contaminar a água potável, se não forem devidamente construídos. Riscos de contaminação de profissionais existem em instalações de eliminação que não são bem projetadas, executadas ou mantidas.

A incineração de resíduos hospitalares tem sido amplamente praticada, mas incineração inadequada ou a incineração de materiais inadequados resulta na liberação de poluentes para a atmosfera. Incinerados materiais contendo cloro pode gerar dioxinas e furans2, que são cancerígenos para os humanos e têm sido associados com uma série de efeitos adversos para a saúde. A incineração de metais pesados ou de materiais com elevado teor de metal (em especial chumbo, mercúrio e cádmio) pode levar à disseminação de metais tóxicos no ambiente. Dioxinas, furanos e metais são persistentes e bio-acumulativos no meio ambiente. Materiais que contenham cloro ou metal não deve, portanto, ser incinerados. A esterilização, ao invés da incineração, é uma alternativa. No entanto, o seu elevado custo faz com que seja pouco utilizada.
Atualmente somente incineradores modernos que operam a 850-1100 ° C e equipados com equipamento de limpeza de gás especial é capaz de cumprir com as normas de emissões internacionais de dioxinas e furanos.

Gestão de resíduos: razões para o fracasso

A falta de conscientização sobre os riscos para a saúde relacionados com resíduos hospitalares, treinamento inadequado na gestão de resíduos, ausência de gestão de resíduos e sistemas de descarte, recursos financeiros e humanos suficientes e a baixa prioridade dada ao tema são os problemas mais comuns relacionados com a saúde e o descarte incorreto do lixo hospitalar.

Passos para a melhoria

Melhorias na gestão dos resíduos de saúde contam com os seguintes elementos chave:

– a construção de um sistema abrangente, abordando responsabilidades, alocação de recursos, manuseamento e eliminação. Este é um processo de longo prazo, sustentado por melhorias graduais;
– sensibilização para os riscos associados com os resíduos hospitalares, e a importância de práticas seguras;
– treinamento de funcionários que trabalham junto a coleta, manuseio, armazenamento, transporte, tratamento e eliminação de resíduos hospitalares.

O compromisso do governo e apoio é necessário para a melhoria universal a longo prazo, embora a ação imediata pode ser tomada localmente.

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Descarte de Resíduos Hospitalares




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